A mente é tão frágil quanto a vida — Relatos de vivência com a depressão.

Hoje eu vim aqui divulgar o relato de dois grandes amigos escritores sobre a vivência com a depressão. O meu último texto publicado aqui no blog acabou ficando um pouquinho extenso mas o resultado está magnífico e eu acredito que seja um ótimo relato sobre a minha reação às mortes de dois grandes músicos, o Chris Cornell e o Chester Bennington, ambos vítimas do suicídio em 2017. Parar para pensar sobre o assunto nos mostra o quão próximos de tudo isso nós estamos e que a mente é tão frágil quanto a vida

Você pode acessar o texto “A Promessa” de “Mais Uma Luz” — Sobre o suicídio de Chris Cornell e Chester Bennington. clicando aqui.

Assim como Talinda Bennington, viúva de Chester Bennington, disse em uma de suas postagens, nós nunca sabemos quando os pensamentos suicidas estão lá. Nós nunca sabemos as batalhas internas que cada pessoa enfrenta diariamente e nem se ela está passando por um momento difícil na vida. Por isso, pense no outro, nunca se esqueça da empatia, seja gentil. Se importe. Abra mais os seus braços e o seu coração para o outro. Ame mais.

A depressão é uma doença silenciosa que “deteriora” a pessoa por dentro, resultando em uma tristeza indescritível.

O transtorno de ansiedade é uma preocupação constante com fatores externos, medo do desconhecido, causando sensações físicas e emocionais intensas e peculiares.

Os pensamentos suicidas são consequências de uma fraqueza emocional que levam a pessoa a acreditar que não há soluções para os seus problemas.

Pessoas suicidas não são necessariamente ansiosas e deprimidas; assim como pessoas ansiosas não são deprimidas e suicidas e deprimidas não são ansiosas e suicidas. Não há regras e relações entre as doenças mentais, mas há possibilidades tendenciais em cada uma delas, o que deve ser analisado minuciosamente por um especialista. De acordo com a OMS, a cada 100 pessoas com depressão, 15 delas decidem colocar fim à própria vida. Por isso que é de extrema importância sempre procurar ajuda e identificar os sintomas logo no início, pois quanto antes a doença for descoberta melhor serão os resultados dos tratamentos e as chances de estabilizar o quadro patológico.

Recentemente alguns amigos escritores vem compartilhando relatos particulares que exprimem perfeitamente tudo aquilo que eu gostaria de conseguir transcrever para  todos aqueles que ainda tem dúvidas sobre a dor que é conviver com a depressão diariamente. Com a permissão de ambos irei compartilhar os relatos deles com vocês.

Eu, particularmente, nunca consegui expressar os meus sentimentos em relação à essas doenças mentais tão bem quanto o Hugo Sales do blog Legado das Palavras fez em sua linha do tempo no Facebook em Julho. Assim que o li, tirei print e conversei com ele sobre a exatidão do uso das palavras. Ter depressão é exatamente assim. Nós sentimos. Resistimos;

Capturar

Já o nosso amigo Daniel Constantini publicou em seu blog um texto no início de Setembro relatando a sua vivência com a doença e ressaltando a importância em procurar a ajuda de alguém sempre. Me identifiquei com o texto escrito por ele, não me senti sozinha. Acredito que quem mais estiver passando por algo parecido também vai se identificar:

As pequenas dificuldades que se transformam em imensas barreiras, arrematam meu espírito de uma forma que você não tem como agir. É um vazio imenso, um estado incompleto de dissabores que chega a ser desesperador e dói. Enquanto muitos achavam que eu estava trabalhando em alguma coisa que eu gostasse, ou tentando me divertir um pouco, a realidade era que eu estava na minha cama, sem vontade pra nada, sem imaginar como seria minha perspectiva de vida. Praticamente choro todas as madrugadas quando eu sinto que esse vazio no meu peito parece nunca se completar. É como se você tivesse um milhão de pessoas ao seu redor mas ao mesmo tempo você está mergulhado dentro de um buraco escuro, frio, repleto de água turva e se afogando lentamente. Não tem ninguém lá. Você não tem forças pra se apoiar, não consegue gritar e mesmo quando tenta, quantas pessoas irão te ouvir de verdade?

Você pode ler o texto na íntegra clicando aqui.

Hoje é o último dia do mês Setembro Amarelo mas, não se esqueçam, a campanha deve durar o ano todo!!! Se você conhece alguém que esteja passando por um momento difícil ajude. Se você estiver passando por um momento difícil procure ajuda.


3 comentários sobre “A mente é tão frágil quanto a vida — Relatos de vivência com a depressão.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s